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A fine frenzy






Um dia chuvoso, um coração partido, um momento nostálgico ou um dia simples quando você está com vontade de ouvir uma música leve, cantada por uma voz melodiosa, melancólica e linda. Esses são momentos perfeitos para você ouvir A fine frenzy,banda norte-americana de música alternativa.

Black Star

"Todo mundo, o tempo todo, tenta dizer como você deve ser."




Fiquei alguns dias pensando em como escrever sobre uma garota que mudou a minha vida, que me ensinou a nunca desistir dos meus sonhos e que há pessoas que gostam de mim pelo que eu sou. Só quem é fã sabe como é esse sentimento que parece não ter fim a cada música lançada, a cada videoclipe. A dona dos meus sorrisos se chama Avril Ramona Lavigne.

Hélio Ziskind



Um dos maiores letristas e ritmistas de músicas infantis do país, criou várias das canções que abriam as programações da TV Cultura na década de 90 e construiu um conceituado e premiado acervo de trabalhos e projetos musicais. Esse é Hélio Ziskind, o artista que reinventou a noção de música e educação para crianças.


Nando


"Sempre olhei a mim nos outros, estava em toda a multidão, sendo muito e tendo pouco, dando muita explicação... Eu quero olhar pra esse mundo, ver o mundo em seu olhar, quero ser, te quero muito, ficar junto e respirar..."   - Sou Dela


Pois sim, o cara de quem venho falar a vocês hoje é um ruivinho charmoso, danado e inteligente, tipo homem multiuso. Cursou matemática na universidade, mas não se formou, já foi baixista da banda Titãs, toca violino, escreveu por muito tempo uma coluna sobre futebol (é são-paulino de alma) no jornal O Estado de São Paulo, já lançou um livro infantil (Meu Pequeno São Paulino), canta divinamente e é um dos 10 compositores com mais direitos autorais do país.

Sexo, drogas e a Geração Coca-cola

Na década de noventa, a história da liberalização sexual era simplesmente o assunto mais debatido em qualquer mesa redonda aqui no Brasil. Não era só a liberdade feminina que estava em questão agora, mas a liberdade dos homossexuais. Na música, na política e, principalmente, na mídia. A AIDS foi estampada na cara da população, o uso da camisinha era divulgado por figuras influentes espalhadas pelo país. Inclusive por Renato Manfredini Junior, ou simplesmente Renato Russo. O líder da Legião Urbana abraçou a causa gay, defendeu a liberdade de expressão, falou e lutou contra as drogas e incentivou o uso de preservativos, principalmente após receber o diagnóstico de soropositivo.

Orgulho nacional

Estamos cercados pela indústria cultural americana. Ela está em toda parte: Hollywood, desenhos animados, seriados de TV, best-sellers, hits musicais, palavras em inglês. Parece até o que o nosso país foi invadido. O fato é: a cultura americana praticamente domina sobre o cultura brasileira. Absurdo, não? E o pior de tudo é que essa dominação é realizada com a ajuda do próprio brasileiro. Já cansei de ouvir amigos dizendo coisas como "filme nacional é horrível" e "não vou ler este livro, o autor é brasileiro". Isso me deixa indignado. O brasileiro é vítima e cúmplice da subjugação cultural, não conhece bem a sua cultura e adora ressaltar os aspectos positivos das coisas vindas do exterior. Enquanto isso, um verdadeiro tesouro nacional espera para ser descoberto e valorizado. Escrevi este texto para compartilhar com vocês um pouco da maravilhosa cultura do Brasil.

Lista curta do Doug


Estou há algum tempo tentando imaginar coisas interessantes para por aqui. Algumas semanas. Não consegui pensar em absolutamente nada! Meu Deus, homem, o que há? Passou um ano desacordado, foi? Não tem nada para contar, não? Eu tenho. Mas não conseguia sintetizar algo em particular. Então, resolvi fazer de um jeito diferente e não sei bem se vocês vão gostar. Resolvi fazer uma pequena - minúscula - lista de coisas que acho legais e que marcaram algum período recente, o que elas me passam e tudo mais. Espero sinceramente que gostem.

Mayra Corrêa Aygadoux

Mayra Corrêa Aygadoux, você sabe quem é? Tem voz de veludo, canta desde os sete anos e compôs sua primeira música aos dez anos, que virou sucesso nacional anos mais tarde; aos 22 gravava seu primeiro CD, que lhe rendeu discos de platina e ouro; faz com que a música “No Meu Cross Fox”, da Stefhany, fique possível de ser ouvida. Enfim, quem ela é?

The Black Keys - El Camino


The Black Keys são apenas dois caras que resolveram criar música. Dan Auerbach (guitarra) e Patrick Carney (bateria) fazem um rock puxando pro blues. Admito que eles nunca me chamaram muita atenção, mas o novo CD acabou indo além das minhas expectativas, e é por isso que irei falar dele.

Dan e Patrick citaram como influências para o LP The Clash, The Cramps e T. Rex, além de outras bandas das décadas de 50 a 70. Não espere muitas músicas lentas, pois eles tinham dificuldades para executar ao vivo as que eles lançaram no LP anterior, “Brothers”, e por isso foram cortadas. Na verdade, não espere nada, pois é bem provável que você se surpreenda.

Só que sempre há um porém. O álbum acabou saindo bem enérgico, mas, de certa forma, homogêneo (homogeneidade esta, que acaba sendo quebrada apenas em “Little Black Submarines”), sempre com os riffs da guitarra parecendo a mesma coisa pesada.

As minhas faixas favoritas são "'Lonely Boy" com suas vocalizações "whooooooooohoohohoo" e “Little Black Submarines” que explode na sua cabeça :).



Além disso, fiquem com este vídeo de Lonely Boy só pra rir e aprender a dançar.


t.A.T.u.

Uma dupla russa de pop rock-eletrônico formada em 1999  por duas adolescentes, Lena e Yulia. No início, a imagem da amizade entre as duas garotas foi moldada a fins de divulgação, e foram interpretadas como lésbicas pelo público. Na época, isso gerou muita polêmica, chamou muita atenção e foi assim mesmo que elas alcançaram rapidamente a fama (e, talvez, tudo não passaria mesmo de um golpe promocional?).

t.A.T.u., que significa “essa ama aquela”, teve como clipe para o seu primeiro single All The Things She Said, no qual as duas aparecem trocando carícias e beijos, o que, claro, despertou a curiosidade do público. "Quando eles param e olham, eu não me preocupo, porque estou sentindo por ela o que ela sente por mim..."

Christina Perri

Eu não sei se acontece só comigo, meus amados leitores, mas exatamente quando estou passando por um momento  complicado ou estranho, ou peculiar, ou tudo isso junto, as músicas resolvem me definir. Elas resolvem falar o que eu nunca teria coragem para dizer, rs. E, com uma sutileza impossível de não perceber, eu acabo me identificando, por demais.  ;) 

Foi assim que aconteceu com Christina Perri. A Christina é aquele tipo de pessoa surpreendente, que você olha e acha que sabe tudo sobre ela, mas na verdade não sabe nada. Com inúmeras tatuagens, cabelos negros e mecha hiper loira, Christina faz, fisicamente falando, o estilo rockeira, daquelas que fazem um som pesado. Mas não faz.

A Banda Mais Bonita da Cidade


Se é realmente a mais bonita eu não sei, só sei que suas músicas trazem simplicidade e bons sentimentos, o que faz tudo ficar mais belo e você ter vontade de sair cantando elas pela rua, para que toda essa magia seja passada adiante.

Jesse Thomas

Não pretendo relatar referências, mas sensações. Falarei um pouco do que achei de Jesse Thomas, uma garota ruiva que se apresenta em barezinhos nos Estados Unidos, com a velha arte do voz-violão. Infelizmente não sou bom em fornecer informações precisas, então proponho que você tente ter as mesmas sensações que tive, daí entenderá bem sobre o que estou falando. Caso contrário, o texto será, uma pena, inútil. 

Train


Uma banda norte-americana de São Francisco, Califórnia, formada em 1994 e está ativa até hoje. Com um estilo romântico em suas letras, Train conquistou fama internacionalmente com a música e álbum de mesmo nome “Drops of Jupiter”, que os deu tanta popularidade e fez com que alcançassem o topo das paradas de sucesso (e com razão), e que continua como o álbum mais bem sucedido lançado pela banda.

I do, I do, I do belive in Fairies?!


No último dia 14 foi aniversário de alguém especial, realmente especial, foi aniversário da Anahí.

-Não pare de ler o texto, ainda não.
-Não pense que eu sou uma retardada, que não cresci.
-Não ache que eu estou tentando fazer um post de indicação, não, eu não estou.
-Nem que eu vou ficar aqui tentando convencer vocês de como ela é perfeita (não, eu não acho mais isso).
-Fique tranquilo, no final do deste texto eu não vou dizer para vocês conferirem músicas imperdíveis.
-No final do post, eu quero outra coisa.

Anahí é especial pra mim hoje, porque um dia, ela já foi muito, MUITO, especial, porque ela fazia parte da minha banda preferida, porque ela fazia parte da novela que eu amava e porque ela me deu a oportunidade de saber como é bom ser fã. E no tempo certo, é claro.

Gaga

Ok, esse texto é a prova concreta de que esse mundo gira. Mas gira muito.

E eu vou começá-lo confessando uma coisa pra vocês: não faz muito tempo, em 2006 pra ser mais exata, enquanto eu assistia o Miss Universo (tá bem, confesso, eu adoro esses “miss qualquer coisa”, muito triste pro meu lado feminista e intelectual, mas enfim...), eu vi uma cantora estranha e muito muito louca. Ela tinha uns cabelos descoloridos terríveis e me deu MUITO medo.

Ela era a Lady Gaga.

Daí em diante eu nunca mais parei de ouvir esse nome. Ela estava em todo lugar: rádio, internet, televisão, no celular dos meus amigos e na casa do vizinho. Era uma invasão. Era o início de uma fase que até agora não teve fim.

Nunca pensei sequer em escrever sobre ela, mas, de uns tempos pra cá, eu venho tendo que dar meu braço a torcer e dizer que sim, Gaga pode ser meio estranha e de vez em quando ainda me dá medo, porém é uma híper cantora, dona de uma voz poderosa e de um dom imenso de transformar coisas banais em interessantes.

É isso, no mínimo ela é interessante. Interessante em suas bizarrices e excentricidades, dotada de uma inteligência que só possui quem tem a sensibilidade necessária para perceber que o diferente é que faz a diferença. Afinal, se ela fosse metida à sexy, peituda e gostosona, seria só mais uma entre tantas.


Segundo minha fonte mais confiável (e fã número 1), Stefani Joanne Angelina Germanotta, nome real da futura rainha do pop, passou por poucas e boas pra chegar onde está, leia-se uso de drogas, crises depressivas, baixa-estima e até mesmo bullying.

“Tive um namorado que me disse que eu nunca faria sucesso, nunca seria indicada ao Grammy, nunca teria uma canção de sucesso e que esperava que eu fracassasse. Eu disse pra ele: 'Um dia, quando não estivermos mais juntos, você não vai conseguir nem pedir uma xícara de café sem me ouvir ou me ver.'" - Lady Gaga

Porém, de uma forma triunfante, conseguiu chegar ao topo de todas as paradas de sucesso, bater recordes de vendas, ganhar todos os prêmios possíveis, tudo em um pequeno espaço de tempo e com apenas 25 anos de idade. Contrariando muitos.

Eu sei que Gaga é daquelas pessoas "8 ou 80" ou "amo ou odeio", mas eu acredito que mesmo quem diz não gostar dela, no fundo, mas bem no fundinho, reconhece que ela tem potencial e já, mesmo que secretamente, balançou o pezinho com Poker Face, Paparazzi, Just Dance, Bad Romance e LoveGame (=P).

Entre tantos singles que te dão vontade de sair dançando loucamente pela casa, cantando alto com ela todos os refrões, o meu favorito sempre foi Just Dance. Talvez pela melodia animada, ritmo contagiante e aquela mensagem de "apenas dance, vai ficar tudo bem". Só que, recentemente, eu me encantei com Born This Way, o primeiro single do CD de mesmo nome que será lançado dia 23 de maio.

É aquele tipo de canção que acopla boa letra, boa melodia a um bom vocal. Enfim, é minha favorita, com certeza.

" Eu sou linda a minha maneira, porque Deus não comete erros”.

Trecho de Born This Way.

P.S.¹: Ainda continuo tendo alguns receios relacionados à Gaga e costumo pensar, às vezes, se ela não extrapola nas excentricidades (Tipo, pra quê chifrinhos espalhados pelo corpo, meu Deus? =O).

P.S.²: Um agradecimento pra lá de especial ao meu colaborador/fonte mais confiável/fã número 1 e PhD em Lady Gaga, que com tanto carinho e prazer me ajudou na construção desse texto (Qualquer informação errada, a culpa é total e exclusiva dele. Falo mesmo! Kkk’).

Okkervil River?

Não, eles não são bonitos.
Nem ricos. Na verdade, nem fazem tanto sucesso assim.
Bom, é que eles ainda não têm nenhuma música que toque em rádios nacionais.


Tive que dar essas três negativas quando me perguntaram o que era isso de Okkervil River. Bom, então tá. Okkervil River é uma banda de indie rock de Austin, Estados Unidos, fundada em 1998. Sabe quando você acorda e fica meia hora se olhando no espelho, tentando decidir se toda aquela demora de reação é tristeza ou só você tentando acordar mesmo? E parece que vai ser aquele tipo de dia que você sai de casa nem tão arrumado assim, nem tão satisfeito, e nem mesmo sabe se está feliz. Pois é, se esses dias tivessem uma música de fundo, esta seria tocada pelo Okkervil River. Não que eles sejam depressivos. Mas faltam sorrisos. É como se as músicas fizessem parte de um dia marrom, desses que você passa com os olhos inchados por cachorros, mendigos, panfletos de promoções espalhados pelo chão. E ouvindo Okkervil River, uma bandinha nada demais. Daquelas que usam banjos, gaitas, acordeões, teclados e TVs na cabeça. Andei me identificando bastante com esse tipo de som ultimamente, porque longe de casa quase todos os meus dias ficaram meio marrons mesmo.


Então prepare-se para fechar um pouco os olhos com Plus ones e sentir vontade de sair correndo e gritando com Unless It's Kicks, porque acho que Okkervil é isso mesmo. É mais para ouvir sozinho, justamente naqueles dias meio estranhos, que não são cinza, mas ainda falta sol. É pra ouvir enquanto toma café naquela caneca que você ganhou dos seus amigos no natal. É pra ouvir enquanto pega um ônibus cheio de pessoas sérias, e o cobrador nem quer olhar pra você. É pra ouvir enquanto conta os carros que passam.

        Unless It's Kicks                                  Plus ones 
  
                                
      Lost Coastlines                                     
 Espero que tenham gostado.  O Doug.   =]


Espero que tenham gostado,
até mais..
Espero que tenham gostado,
até mais..

Espero que tenham gostado,
até mais..

Espero que tenham gostado,
até mais..
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Atomic Tom

Você já ouviu o Atomic Tom? Não? Então prepare os ouvidos, e pegue o seu iPhone.


"Love is what you make it, take my heart and break it, take me out, I don't want to stay home."

Atomic Tom, banda nova iorquina de rock alternativo, tem como membros Luke White (vocal), Philip Galitzine (baixo), Eric Espiritu (guitarra) e Tobias Smith (bateria).

The Moment é o primeiro álbum da banda e possui 10 faixas, entre elas "Take Me Out" o grande sucesso da banda. Eles ficaram conhecidos internacionalmente graças a um vídeo feito no metrô, onde tocam o single "Take Me Out" apenas em iPhones (por isso a faixa se popularizou). Os garotos afirmaram usar os aparelhos eletrônicos para tocar porque seus instrumentos originais haviam sido roubados. Então, viva o ladrão que fez dessa banda um estouro e atinou a criatividade dos integrantes, que por sua vez fizeram uma ótima performance com os aparelhos da Apple.

Após esse vídeo veio a fama e, em janeiro de 2010, a banda assinou contrato com a gravadora Universal Republic Records. Atualmente a banda fez a trilha sonora do filme de comédia "Take Me Home Tonight", estrelado por Topher Grace, Anna Faris e Teresa Palmer, lançado em março desse ano, a música escolhida para o tema do filme foi "Don't You Want Me".

O grupo está em turnê (e, diga-se de passagem, fazendo o maior sucesso mundo afora). Se você quiser sentir um pouco dessa emoção, veja abaixo o vídeo que alavancou a carreira desses garotos. Prometo que não se arrependerá.

 

Sorrisos e Colbie Caillat


Você já ouviu alguma vez uma música que despertou em você uma vontade louca e incontrolável de sorrir? De acreditar nessa vida desvairada? De sair por aí abraçando e dizendo o quanto algumas pessoas são especiais pra você? Alguma vez você já saiu dançando pela casa, feliz sem saber porque, só por escutar uma canção? Já se emocionou só pela sensação de paz que uma melodia te traz?

Se você respondeu sim a pelo menos uma dessas perguntas, você vai entender perfeitamente tudo o que eu sinto quando escuto a Colbie (sim, porque já sou hiper íntima) cantar no meu celular, enquanto lavo a louça, no rádio do carro, enquanto pego aquele trânsito horrendo, ou até mesmo na rua, enquanto vou à universidade.

Colbie Caillat é uma jovem cantora norte-americana, nascida na Califórnia, que ficou conhecida mundialmente ao colocar suas músicas em um site de relacionamento em 2006. Armada apenas da simplicidade de seu doce vocal e de sua guitarra acústica, ela encanta o mundo e sempre me desperta aquela sensação de que enfim, tudo vai dar certo de alguma forma. Não, suas letras não têm nada a ver com auto-ajuda ou coisa parecida, não me entenda mal, é só que elas falam de coisas boas, de bons momentos; e mesmo quando contam histórias tristes, me fazem pensar em coisas boas e produtivas. Me fazem querer mudar e reavaliar o que não está certo.



Atualmente, Colbie possui dois CD’s: “Coco” - o primeiro e responsável por inúmeros prêmios - e “Break Through”. Estando o lançamento do próximo: “All of You”, previsto para o dia 5 de maio.





Sabe aquele CD que você escuta do início ao fim sem mudar nenhuma vez? Assim são os dela.


A verdade é que suas músicas já embalaram muitos dos meus momentos, e suas letras sempre geram tamanha identificação que eu até chego a me assustar, de vez em quando.

Teve aquela vez em que eu me apaixonei pelo meu melhor amigo e “Lucky” não saia da minha cabeça, ou aquela em que eu perdi a oportunidade de falar algo muito importante pra uma pessoa e “I Never Told You” se tornou o meu hino pessoal. Ah, e quando “Bubbly” resolveu que exemplificaria todos os meus sentimentos quando o garoto mais bonito do colégio me tocava?! Sem falar na vez que eu mandei a letra de “Realize” para aquele bobo que não conseguia compreender o óbvio --’. É, muitos momentos, muitas histórias, muita C.C.!


Sabe, eu sempre gostei de música com letra, música que te faz querer prestar atenção e não apenas “ouvir”. Aquelas músicas com enredo, com sentido! E é isso o que eu mais gosto na Colbie. Eu não sei se tem um segredo pra fazer música boa, quem sabe é só dom, talento, talvez muito trabalho somado a tudo isso. O que eu sei, é que mesmo sem explicação, pra mim, Colbie Caillat é sinônimo de qualidade. E, claro, de bons momentos.

Se você nunca ouviu, eu recomendo de verdade que você aperte o play aí em baixo e se permita sorrir como eu, ou quem sabe, apenas conhecer.


P.S.: As músicas citadas são apenas as mais “conhecidas”, a cantora possui outras inúmeras canções tão boas e bem escritas quanto essas.


   
                    Lucky                   I Never Told You                  Bubbly                         Realize


O mal do século




Como um fato em comum, como uma mesma história escrita várias vezes, com personagens diferentes e contextos diferentes. Mas o fim é sempre o mesmo. Grandes ídolos nacionais e internacionais de alguma forma são pessoas normais. Comuns. Frágeis. Frágeis ao ponto de sucumbir.

Farokh Bulsara (Freddie Mercury) já dizia dias antes de morrer que ia, mas com um grande pesar, pois nenhum dinheiro do mundo compraria o grande amor que ele gostaria de ter tido, mas nunca teve. E morria pouco a pouco numa mansão no centro de Londres, com uma fortuna que ultrapassava os 50 milhões de dólares, como uma personalidade que arrastava multidões, como um ídolo que cantava a liberdade gay. Como um homem deprimido, que ainda chorava no colo da mãe, e dizia que sentia falta de amar e de ser amado. Soropositivo.

Renato Manfredini Junior (Renato Russo), descendente de italianos, vocalista da Legião Urbana, uma das mentalidades jovens mais influentes da década de 90 no Brasil. Abraçou a bandeira gay sem medo. Migrava entre a depressão e a revolta, lutava contra as drogas e, nos últimos seis anos de vida, contra a AIDS. Surtava de depressão, dias antes de morrer, em seu apartamento, e os sons do piano que os vizinhos se acostumaram a ouvir, a cada dia iam ficando mais raros. Morreu sozinho, soropositivo, depressivo. E afirmava para a mãe, nos últimos meses, que aquele não era o seu mundo. E escreveu na mesinha de cabeceira de seu quarto antes de deitar e dormir pra sempre: "o pra sempre, sempre acaba".

Agenor de Miranda Araújo Neto (ou simplesmente Cazuza), veio da ala burguesa do Rio de Janeiro para aparecer para o Brasil como o exagerado, o menino que andava alcoolizado pelo meio fio, que fumava, que se drogava, que se relacionava com homens, com mulheres. Que amava a mãe. Que amava a vida. Que ouvia a MPB pelo pai e fazia rock por si. Cazuza morreu ao lado dos pais, às sete da manhã, soropositivo, com o vício das drogas na história de vida, sem nunca ter casado, com muitos casos.

Renato Russo teve medo de falar que sofria de AIDS, Freddie Mercury falou um dia antes de morrer. Cazuza deu a cara à tapa. E esse medo se deve ao fato de que a doença, na época, era associada a algo semelhante à lepra, ou a qualquer coisa que pode contagiar pelo ar. Os corpos eram velados em caixões lacrados. Muitos morreram negando ser soropositivos, e justificavam tudo como câncer.

E, mesmo na sociedade "sem preconceitos" do século XXI, ainda há um medo sem precedentes das pessoas que sofrem de AIDS. É como se o grupo passasse então a ser a escória da sociedade, a qual deveria ser mantida isolada e privada de entrar em contato com o resto do mundo.

E pensar que, dentre todas as pessoas que de certa forma marcaram seu período, há muitos mais que extrapolaram em uma vida de excessos, imediatista, ou simplesmente sucumbiram à AIDS. Renato Russo afirmou em uma de suas muitas composições que "os bons morrem jovens". Parece-me que no caso de grandes ídolos, morrem jovens, sozinhos e, apesar de arrastar multidões, influenciar pensamentos, criar ideologias, se mostram tão ou até mais frágeis do que as pessoas que os têm como ídolos. E fiquei me perguntando se os vícios e tudo o que aconteceu foi causa ou consequência da mentalidade poética de cada um. Se toda vez que surgir alguém excepcional para a música, este estará encaminhado para uma vida de drogas ou simplesmente a falta de ser amado. Espero que não.

Até mais...
Também escrevo no Diário dos Astronautas.