Um pós "hora do planeta"

"E agora?"


Se você ligou a TV, passou pelo twitter, trollou na internet, deve ter conhecimento de que nesse último sábado (25/03) aconteceu no mundo todo a hora do planeta. Um evento proposto pela WWF e aderido por milhares de países e cidades do mundo, que propôs a nós que desligássemos nossas lâmpadas por uma hora, em prol do planeta.

Muitas pessoas, inclusive alguns de nós, desligaram as lâmpadas e até mais. Se você foi um destes, parabéns, só lamentamos informar que você ainda não salvou o mundo. Mas está no rumo certo, ainda que tenha feito só pelo assunto estar nos trending topics do twitter, ou porque algum artista famoso falou (o que não é ruim, claro, o movimento é cada vez maior por isso). A pergunta que fica neste domingo é “e agora?” E todos os X dias que ainda restam no ano, todas as Y horas que você ainda vai viver, não são também do planeta? O que você fará a partir daqui? Vai esperar a hora do planeta do ano que vem pra fazer de novo?

Não, não vamos ser hipócritas aqui e nem bancar os descolados verdes. Mas responda-nos: se você reclama tanto do calor (ou do frio), fica triste no Fantástico quando vê as pedras de gelo virando água, se revolta com os EUA que nunca aceitam um eco-tratado, por que você, jovem e vigoroso, não faz nada?

Que tal fazer com que as pessoas saibam o quanto a preservação do ambiente é necessária? Não, não estamos dizendo para você virar um mochileiro barbudo que sai por aí pregando o fim dos tempos (pode largar essa mochila), mas simples informações às vezes ajudam a conscientizar a sociedade. Olha só, há um tempo apresentei um seminário sobre a Antártida (falo aqui como Doug). Juro que nunca vi tanta atrocidade. É triste. Crianças, entendam que não é só desenvolver por desenvolver. É preciso, é mais do que necessário, preservar.

Nenhum dos membros do Multinverso faz parte de qualquer ONG ecológica, seja Greenpeace ou WWF, todos nós somo jovens “comuns” que vão pra escola, almoçam, jantam e dormem. Mas nós fazemos práticas simples como recusar ao máximo possível as sacolas plásticas dos supermercados, ainda que elas sejam “biodegradáveis”(e isso foi um acordo não firmado que simplesmente surgiu). São atitudes aparentemente banais, mas que são capazes de deixar bem claro nosso posicionamento sobre o que fazer do planeta e influenciam as pessoas. Temos que compreender que não estamos só preservando a Terra. Estamos nos preservando. Você não precisa ter conflitos corpo a corpo com as madeireiras, nem arrancar o arpão dos caçadores de baleias, mas está a seu alcance exigir políticas governamentais sobre isso. É nosso direito. É nosso dever. É nosso mundo.

Ainda que não seja fervoroso, seja um defensor do seu planeta. Pesquise. Siga blogs ecológicos. Eduque seus futuros filhos assim. Somos jovens e isso nunca significou não ter responsabilidade com o futuro. Pelo contrário.

E, afinal, você sabe: o planeta agradece.

Nossa postagem de hoje é selada pelo planeta. Selos comemorativos dos 50 anos da ONG WWF.



O texto representa a opinião majoritária dos membros do blog. Escrito em parceria por Doug e Hobbes.

Ouça Phoenix

Pare. Respire. Me responda, você conhece Phoenix?

Sim, “você conhece... pá” é minha frase de efeito. Eu estou realizando estudos psicológicos e garanto que perguntas não respondidas fazem as pessoas lerem os textos. Ok, não estou realizando estudo nenhum. Mas agora, você já foi com a minha cara e está lendo isso aqui (rá).

Se você já ouviu a banda, continue a ler e veja se compartilhamos a mesma opinião, se não, conheça agora. Para adiantar por seu lado, eu aconselharia você a descer a página e pôr para carregar as músicas, assim, já dá pra ouvir direto quando terminar de ler. :)

This is show time, this is show time, this is show time... Time, time is your love, time is your love, yes time is your!

Phoenix é um banda francesa, mas que não canta francês. Não consigo definir o estilo deles (eletro/algo indie), nem sou perito nisso. O que eu sei é que eles são bons, têm uma música esperta e com um vocal singular que vicia. Já ouvi e li de algumas pessoas que acham ligação com Strokes e Interpol. Bom, concordo parcialmente com isso.

Wolfgang Amadeus PHOENIX (uma mistura do nome de Mozart com o nome da banda) é o mais recente CD do grupo - 2009 - e devo dizer que eu conheci os caras por ele. CD fantástico (“ah, você fala que tudo é fantástico”. É. Hohoho). Principalmente por Lisztomania, mas não só por causa dela. Pra mim é a melhor, eu nem consigo mais ouvir ela sentado.

Existem outras muito boas... Rome (saia pulando no “fall fall falls” do fim), Love like a sunset (um crescente de montanha russa. Vai, vai, vai e desce de costas. Ouça no fone de ouvido e fique tamborilando os dedos adoidado. É uma música sem letra, a priori.), Girlfriend, etc.

Existe um padrão em todas as faixas desse álbum, o que não significa que ele é monótono e igual, não, pelo contrário. O padrão ao qual me refiro é uma afeição desmedida da banda por repetição. Repetição em tudo. Batida e letra. É “Rome Rome Rome Rome”, “Farewell, well, well, well, well, well, well 'Til you know me well?” e o incrível: “We're sick, sick, sick, sick, sick,sick, sick, sick, sick, sick, sick. We're sick for the big Sun”. Não estranhe, você ainda vai cantar isso no chuveiro, porque é isso que deixa tudo viciante.

Existem outros CDs, e eu peço desculpa aos fãs, porque eu ainda não tive muito contato com os outros álbuns. É que eu não consigo parar de ouvir o Wolfgang. Conheço a banda há pouquíssimo tempo, mas é incrível o estrago que os caras já fizeram no meu "vira-disco". É uma galera diferente, e um estilo de música mais animado, bem novo pra mim. Espero que gostem quando ouvirem.

Vamos lá, não faça uma cara blasé francesa. Plugue a caixa de som no pc e saia dançando com o cachorro no "do let, do let, do let, jugulate, do let, do let, do" de Lisztomania!

   Countdown                        Lisztomania                   Rome


'Té! :)

A importância da moda e das suas cores




Fiquei semanas e semanas pra me decidir o que escrever aqui. Tenho anseios de escrever tantas coisas, espero que todos os assuntos que me passaram pela cabeça sejam registrados neste blog.


Então... Entre músicas, livros, danças, política, eu escolhi a moda. É gente, eu sou completamente apaixonada por ela. Depois da minha família, amigos e namorado, ela é minha paixão. *_* Por isso, eu queria mostrar a importância dela e as cores que ela carrega. Queria que todos percebessem que não é uma questão de futilidade, e sim, que em muitos casos ela vem antes de você. E é esse o fato que me faz amá-la tanto, pois quando eu não quero ou não estou com vontade de me expressar com palavras, eu tento mostrar com as minhas roupas o que estou sentindo, vivendo.


As cores que elas carregam trazem um enorme significado, a maioria delas administradas inconscientemente, porém transmitindo a sua personalidade. Vamos aqui mostrar a utilização de cada cor no vestuário e seus efeitos fisiológicos:


VERMELHO: esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Ardor e paixão, ferocidade e força, além da sexualidade.

LARANJA: esta cor revigorante e estimulante não tem muito do mesmo dinamismo do vermelho. Se estiver usando roupas da cor laranja, você pode ter traços corajosos e aventureiros, demonstrando entusiasmo e zelo em qualquer coisa que faça, mesmo que isso consuma suas energias. As pessoas que usam essa cor são afirmativas e gostam de rir e fazer outras pessoas rirem. Vem, então, estimulando a conversação e o senso de humor.

AMARELO: esta cor geralmente é usada pelos intelectuais, estudiosos e pessoas que gostam de ocupar posições de autoridade e de controle. Ela estimula a receptividade.

VERDE: esta cor ajuda as pessoas a criarem um ambiente equilibrado, suavizante e calmo à sua volta. Ela simboliza harmonia e equilíbrio.

AZUL-TURQUESA: esta cor estimula as pessoas a demonstrarem interesse por você. Ela expressa uma personalidade revigorante, que está facilmente acessível. Ajuda a clarear seus pensamentos e sentimentos, produzindo clareza em sua comunicação.

AZUL: vestir-se de azul sugere espiritualidade e ordem. As pessoas que usam essa cor refletem um desejo de paz e quietude, tranqüilidade e até mesmo solidão.

VIOLETA: o uso de roupas violeta gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima. A riqueza, a extravagância e a prosperidade.

ROSA: vestir roupas dessa cor gera sentimentos de suavidade, afetuosidade e docilidade. Ela estimula afeição e sentimentos como amor e compaixão. Devido à contribuição do vermelho para a produção dessa cor, o rosa também transmite uma mensagem sexual poderosa.

PRETO: quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência. Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam a sociedade ou se rebelam contra as normas sociais. O preto é percebido como escuro e misterioso e também pode significar sexo (ui). kkkk

BRANCO: as roupas brancas têm sido associadas à limpeza, à pureza e à inocência. Essa é a cor do desprendimento, pois reflete todas as cores.

MARROM: a cor marrom geralmente está associada com terra e estabilidade. O marrom é uma cor envolvida com o enraizamento e a criação de fundações firmes para o futuro. Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada. No lado positivo, essas pessoas são práticas e materialistas na vida, mas em seu aspecto negativo elas podem ser profundamente inseguras e instáveis. As pessoas que gostam de usar essa cor são capazes de ir "à raiz das coisas" e lidar com questões complicadas de forma simples e direta. São pessoas sensatas.

Então é isso gente, o meu primeiro post (que emoção!), até breve...
Referência: http://www.tci.art.br/cor/efeito.htm

Notícias


Desastre no Japão. Terremoto no Japão. Mortos no Japão. Emoção no Japão. Reatores nucleares no Japão. Placas tectônicas no Japão. O que é o Japão? O Japão e eu na Cabana.

Ordem e ... Progresso?!

Hoje, resolvi postar sobre um assunto diferente, que não diz respeito - pelo menos não diretamente - a livros e músicas, mas que me chamou atenção e me fez pensar bastante. Nesta última semana saiu a lista das cem melhores universidades do mundo e adivinhem... O Brasil não consta na lista, o mais curioso é que ele é o único da BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China, países em desenvolvimento econômico) que não está lá.

Traduzindo, o Brasil foi o único que o tão festejado crescimento econômico não refletiu na educação, é triste. E se a gente pensar que as universidades são o melhor que o governo oferece em educação pública (em geral os ensinos fundamental e médio são um caos) é mais triste ainda.

Sinceramente, não acredito na promessa de que o Brasil vá ser uma potência daqui a 5 anos, não sem educação, cheio de analfabetos, verdadeiros ou não – já dizia Mário Quintana: “O verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê”. Porém, ingenuamente talvez, acredito que alguém possa acordar e mudar essa situação, não para daqui a 5 anos, precisaremos de mais aninhos para melhorar a educação, para mudar a vergonhosa média brasileira de leitura de livros (varia de 1 a 2,5 por ano para livros não obrigatórios).


O grande número de blogs com fins literários e o grande número de leitores deles me dão esperanças, me fazem pensar que nós estamos fazendo nossa parte. *__*

Era isso, bjos.

O guia do mochileiro das galáxias

Que tal acordar ressacado numa bela manhã nublada e encontrar um trator em frente a sua casa, pronto pra por tudo abaixo?
E que tal você descobrir que aquele seu amigo estranho e engraçado, de nome estranho e engraçado (o Ford Prefect, o nome de uma marca de carro!), na verdade veio de um lugar chamado Betelgeuse? E mais, se você descobre que esse lugar não fica na Terra?

Você conseguiu encarar com naturalidade as perguntas? Então, das duas, apenas uma: ou você é tão de outro mundo quanto o Ford, ou você já foi apresentado à trilogia que já chega ao sexto livro, "O guia do mochileiro das galáxias"... =]

Criado no fim da década de 70, primeiro como um programa de rádio matinal na Inglaterra, depois como uma série de livros de ficção científica que fogem mais da realidade do que a própria fantasia, O guia do mochileiro das galáxias carrega uma legião de fãs assíduos desde que foi apresentado ao mundo. Deixe-me contar um pouco a amplitude das coisas aqui.

Douglas Noel Adams (se autodenominava o DNA da ficção científica) criou quase que por mitose um verdadeiro mundo nas páginas d'O guia. Teorias conspiratórias, restaurantes no fim do universo, guerras planetárias, viagens descontroladas pelo espaço-tempo, geradores de probabilidade infinita (para se familiarizar melhor com o termo, leia a série), robôs maníacos depressivos. A saga é uma verdadeira sátira gigante sobre a existência e as infindáveis conseqüências desta.

VOCÊ SABIA QUE NINGUÉM EXISTE?
“Sabe-se que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há um espaço infinito para que os haja. Todavia, nem todos são habitados. Assim, deve haver um número finito de mundos habitados. Qualquer número finito dividido pelo infinito é tão perto de zero que não faz diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considerada igual a zero. Daí segue que a população de todo o Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada.” (Douglas Adams, O restaurante no fim do universo. Abra o livro mais ou menos pelo meio. Aliás, largue de preguiça e leia-o todo logo)


Os personagens, cada um com suas excentricidades mal definidas, conseguem conquistar e fazer rir por simples situações dificultosas em que são colocados. Marvin, o robô maníaco depressivo mais querido da história, tem problemas pessoais com o resto do universo. A PHG (personalidade humana genuína) e a inteligência 50 mil vezes maior do que a de um humano normal permitem que Marvin divague sobre o quão medíocre é a existência (a vida, os seres vivos e, pra falar a verdade, não há nada que seja de seu gosto) enquanto viaja junto com Ford Prefect, Arthur Dent (o anti-herói), Trillian Mcmillian e Zaphod Beeblebrox (ex-presidente da Galáxia, um figurão de duas cabeças totalmente vazias que acabou de roubar a nave Coração de Ouro, e está dando um passeio pelo universo).

"Vida? Não me falem de vida.”
“A Vida. Pode-se odiá-la ou ignorá-la, mas nunca gostar dela!”
“Gozado, justamente quando você pensa que a vida não pode ser pior, de repente ela piora ainda mais."
(A existência contagiante do robô é homenageada em ‘The android paranoid’, do Radiohead.)

A série conta com 5 livros:

O guia do mochileiro das galáxias;

O restaurante no fim do universo;
A vida, o universo e tudo mais;
Até mais e obrigado pelos peixes;
Praticamente inofensiva (este é mais uma história à parte, com os mesmo personagens).

O primeiro livro da série traz impresso na capa, em letras garrafais: "Não entre em pânico!", e como base da história temos a resposta para todas as perguntas não respondidas da existência do indivíduo (perguntas sobre a vida, o universo e tudo mais).
"O guia do mochileiro das galáxias não é um livro da Terra, jamais foi publicado na Terra e nenhum terráqueo jamais ouviu falar dele até o dia em que ocorreu a grande catástrofe. Apesar disso, é um livro realmente extraordinário. Na verdade, foi provavelmente o mais extraordinário dos livros publicados pelas grandes editoras de Ursa Menor - editoras das quais nenhum terráqueo jamais ouvira falar, também. O livro é não apenas uma obra extraordinária como também um tremendo best-seller - mais popular que a Enciclopédia Celestial do Lar, mais vendido que Mais Cinquenta e três Coisa Para Fazer em Gravidade Zero, e mais polêmico que a colossal triologia filosófica de Oolon Colluphid, Onde Deus Errou, Mais Alguns Erros de Deus e Quem É Esse Tal de Deus Afinal?"

Particularmente sou um grande fã do guia, e já reli mais de uma vez todos os livros. E acredito que se você também resolver dar uma olhadinha na genialidade de Adams, não irá se arrepender; pelo contrário, também passará boas horas rindo e refletindo sobre a filosofia de cada livro. Porque, acredite, eles têm. E, quem sabe, daqui a algum tempo você também esteja, como milhares de pessoas ao redor do globo, comemorando o dia da toalha (25 de maio), uma homenagem à genialidade do autor.


Até mais... =]

Cisne Negro


Nesta semana eu assisti uma coisa linda.

Um pouco atrasada, confesso, eu, finalmente, fui ao cinema assistir "Cisne Negro"! E não, não tem nada a ver com o Oscar (a protagonista de Cisne Negro - Natalie Portman - ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação no longa). Não, minha ida ao cinema se deu por conta de minha fascinação/encantamento/amor ao balé!

Não pretendo aqui, contar a sinopse do filme, nem muito menos descrever cada cena, acho que vocês podem ler sobre isso em qualquer site sobre cinema, de pessoas realmente capacitadas para tal ato. Tudo o que quero, é escrever sobre a beleza e a suavidade expressas naquela obra-prima e quem sabe, assim, fazê-los compartilhar de minha experiência.

Foi durante aquelas poucas horas que eu consegui perceber a verdadeira essência da palavra ARTE! Arte é aquilo: é emoção, vida, expressa por meios diversos. É um conjunto de fatores que nem sempre são óbvios, mas te tocam de uma forma singular, mexem contigo e te arrepiam. Te fazem pensar e sorrir por estar ali, apreciando aquele espetáculo.

Foi assim que eu me senti, sentada naquela cadeira, ouvindo aquela trilha sonora incrível, vendo aquelas coreografias impecáveis junto àquela história complexa, inteligente e profunda. Estou longe de ser uma crítica de cinema, ou ao menos entender de conceitos básicos ligados a ele, mas eu entendo de emoções. E pra mim, Cisne Negro é o exemplo perfeito de um trabalho emocionante. Uma mistura de sonho, fantasia, pesadelo, sustos e glória.

Um enredo inebriante, envolvente, exótico, completamente abarrotado de mistério e sedução.


Sim, há cenas fortes e, digamos, nada politicamente corretas; sustos e choques são comuns durante a exibição, mas é de tudo isso que um excelente filme é feito, cá entre nós.

Então, no fim da sessão eu sai mais leve do que a pena do Cisne. Além de feliz comigo mesma por ter me dado a oportunidade de sentir, não apenas assistir, esse filme.

P.S.: Foi, sem dúvida alguma, a melhor coisa que fiz essa semana.

As Crônicas de Nárnia

Forasteiro do Reino do Guarda-Roupa, siga-me. Eu sou Tumnus, vamos fazer uma rápida passagem pelas...
Crônicas de Nárnia


Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas!







Clive Staples Lewis - Editora Martins Fontes - 741 páginas - Originalmente publicado entre 1950 - 1956



A história toda começa com a criação de Nárnia, e desde então Lewis vai usando seus livros para criticar a sociedade e introduzir paralelos cristãos (o que ocorre de maneira muito sutil). Mas não é só isso, ele também os usa para nos maravilhar com seu enredo encantador.

O livro tem uma leitura rápida e simples, que prende o leitor, e que mesmo assim não deixa de lado os detalhes do mundo fabuloso de Nárnia. Tal riqueza de detalhes é tão notável que você pode imaginar a juba de Aslam ao vento e tudo ao redor.

No último capítulo do primeiro livro, é claramente notada uma crítica social na parte em que Aslam fala:
Não é impossível que um homem perverso de sua raça descubra um segredo tão pavoroso quanto o da Palavra Execrável; use este segredo para destruir todas as coisas vivas. Breve, muito em breve, antes que envelheçam, grandes nações em seu mundo serão governadas por tiranos parecidos com a imperatriz Jadis: indiferentes à alegria, à justiça e ao perdão. Avisem seu mundo deste grande perigo.
O segredo tão pavoroso quanto a Palavra Execrável (capaz de destruir um mundo) é na verdade as armas nucleares, já que o livro foi concluído durante um período de tensão mundial, a Guerra Fria (você, que viu os filmes, não deve se lembrar quem é Jadis, pois bem, ela é a personagem favorita da Disney, a Feiticeira Branca).

Se você já viu um dos filmes e gostou, aconselho a ler os livros, e se não viu também aconselho. Eu estou relendo o livro e muitas vezes me surpreendo com detalhes que não havia percebido, acho que esse é o tipo de livro que a cada vez que você ler durante a vida, vai te dar uma percepção diferente. Por isso, recomendo a vocês que leiam e releiam esse clássico da fantasia. Não se assustem com as 741 páginas pois são, ao todo, sete livros, vou mostrá-los em ordem de leitura:

1- O Sobrinho do Mago

2- O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

3- O Cavalo e seu Menino

4- Príncipe Caspian

5- A Viagem do Peregrino da Alvorada

6- A Cadeira de Prata

7- A Última Batalha

Os livros te prendem do início ao fim, um livro se acaba, velhos personagens vão e outros vêm, você vê aquela terra nascer, crescer e morrer e quando tudo acaba, uma parte de você vai junto.

Acho que por hoje chega... já é tarde, e as dríades me esperam para dançar. Até logo...
"That's all Folks!"

Desventuras em Série


Se você espera ler sobre uma história feliz (tipo conto de fadas), definitivamente está lendo o texto errado.
Depois não diga que eu não avisei.


Escrita por Daniel Handler, sob o heterônimo Lemony Snicket, é uma série com 13 livros, os quais contam a história dos irmãos Baudelaire: Violet, a irmã mais velha, é uma grande inventora; Klaus, além de um grande leitor, possui uma memória fotográfica incrível; Sunny, a irmã mais nova, é um bebê com dentes super afiados.


Caro leitor, tomando conhecimento apenas das descrições dos personagens todos devem pensar que é apenas uma história comum de três irmãos, mas não se engane. Ainda há tempo de ler um texto mais feliz.

No primeiro livro da série chamado “Mau Começo”, os irmãos perdem seus pais em um terrível incêndio (muito suspeito, diga-se de passagem) e o seu tutor passa a ser um homem terrível chamado Conde Olaf, que tenta roubar a fortuna deixada para os pequenos orfãos.

No segundo livro, com o nome de “A Sala dos Répteis”, os irmãos passam a ter como tutor o Dr. Montgomery Montgomery , um herpetologista (alguém que estuda répteis e anfíbios). Tio Monty conta para os orfãos que irão fazer uma maravilhosa viagem ao Peru assim que o seu novo assistente chegar; após a chegada do novo assistente, chamado Stephano, os irmãos percebem que ele é o Conde Olaf, mais uma vez tentando roubar a fortuna das crianças. Destaque para a divertidíssima Víbora Incrivelmente Mortífera.

No terceiro livro, “O Lago das Sanguessugas”, o tutor das crianças passa a ser a paranóica Tia Josephine, uma viúva cheia de fobias estranhas (como maçanetas e corretores de imóveis) e extremo fascínio pela ortografia. Desta vez, Conde Olaf se disfarça de Capitão Sham e tenta seduzir a insegura Tia Josephine.

Desventuras é uma série de livros que você não consegue largar até terminar. Mesmo com todos os acontecimentos tristes na série, o leitor sempre fica ansioso para saber o que vai acontecer com os personagens ao final de cada livro.

Pelo que vejo você é um leitor curioso, e que mesmo com meus avisos não deixa de ler esse texto.

A série também ganhou um filme inspirado nos três primeiros livros, tendo a participação dos ilustres Jim Carrey (como Conde Olaf) e Meryl Streep (como Tia Josephine). O filme até já foi exibido em um canal de tv aberta. Infelizmente, não fez tanto sucesso quanto os produtores esperavam, sendo mais rentável em DVD.


Assim como você, caro leitor, eu também fui curiosa: li os seis primeiros livros e vi o filme até o fim, mesmo com as indicações do autor dizendo para não continuar a leitura, uma vez que poderia me decepcionar. Não pude ler e comprar os outros livros devido ao alto preço que eles apresentam, mas isso não torna a leitura menos recomendável.

Você já ouviu falar de Beirut?

Esse é o Zach. Ele é normal.

Beirut ficou muito conhecida no Brasil depois que o single "Elephant gun" rolou na microssérie "Capitu" da Rede Globo. Foi ao topo das músicas mais procuradas em sites de letra de música e afins. Mas passou, e a maioria da galera ficou só com Elephant gun na cabeça. Eu fui um perfeito exemplo disso. E só de uns tempos pra cá eu descobri de verdade a banda.

Eu não indicaria essas músicas pra você caso estivesse procurando algo realmente agitado e alegre. Não, não. Se você procurou, pule pra próxima. Eu só asseguro que você vai perder muuuita coisa fazendo isso.

A banda é natural dos Estados Unidos, mas de longe tem muita influência da Europa, principalmente da França. Misturam tipos de música muito diferentes, são fortemente influenciados pelo folk e mesclam instrumentos como tambores, violoncelos e órgãos, criando um som único, que tem o 'poder' de te fazer se sentir bem.

As músicas são mais que sons e letras, nesse caso. Elas são bonitas, harmoniosas e eu não consigo descrever. Algumas parecem peças teatrais, eu especificaria Nantes aqui, que tem uma cena falada em francês de um filme chamado Le mépris (O desprezo), de Jean-Luc Godard. Nantes é muito boa, não é à toa que é mais tocada da banda, na rádio Last.fm. E assim como ela, existem outras muitas músicas que não podem ser deixadas pra trás.

Se você começou agora com a banda, eu recomendaria todas as três músicas desse post. E são elas: Postcards from Italy, Nantes e A sunday smile (que me lembra um carrossel). E caso realmente goste, que ouça Scenic Word, After the curtain, Brandenburg e as muitas outras.

Você pode baixar A sunday smile de graça no proprio site da banda. É uma das melhores, na minha opinião. Os CDs podem ser comprados pela internet, na iTunes Store, ou nas lojas mesmo. São eles:

The Flying Club Cup - Gulag Orkestar - Lon Gisland EP

Um pequeno 'mais' para Postcards from Italy

Não respondo por mim quando ouço Postcards, mexe comigo, mesmo. Principalmente depois que eu vi o vídeo. Ela é um misto de nostalgia e alguma outra coisa, e tem uma harmonia incrível. Não é uma música com toques felizes, eu não acho. Feliz é Le moribond (não tem ironia aqui, ok? o cara pede felicidade no funeral). Postcards não é alegre, mas me deixa assim, com vontade de pegar aquela garota e puxar pra dançar e rodar, ao som do trompete e do ukulele.
"When she will marry me outside with the willow trees ... and play the songs we made


Nantes          A sunday smile



Não considero Beirut só como uma banda, pra mim é um estilo de vida. Meu dia é um caos, mas seria pior se eu não tivesse músicas assim.


Este post foi retirado de orkesttar.blogspot.com com a permissão do autor. O mesmo compõe a equipe do Multinverso.

O mal do século




Como um fato em comum, como uma mesma história escrita várias vezes, com personagens diferentes e contextos diferentes. Mas o fim é sempre o mesmo. Grandes ídolos nacionais e internacionais de alguma forma são pessoas normais. Comuns. Frágeis. Frágeis ao ponto de sucumbir.

Farokh Bulsara (Freddie Mercury) já dizia dias antes de morrer que ia, mas com um grande pesar, pois nenhum dinheiro do mundo compraria o grande amor que ele gostaria de ter tido, mas nunca teve. E morria pouco a pouco numa mansão no centro de Londres, com uma fortuna que ultrapassava os 50 milhões de dólares, como uma personalidade que arrastava multidões, como um ídolo que cantava a liberdade gay. Como um homem deprimido, que ainda chorava no colo da mãe, e dizia que sentia falta de amar e de ser amado. Soropositivo.

Renato Manfredini Junior (Renato Russo), descendente de italianos, vocalista da Legião Urbana, uma das mentalidades jovens mais influentes da década de 90 no Brasil. Abraçou a bandeira gay sem medo. Migrava entre a depressão e a revolta, lutava contra as drogas e, nos últimos seis anos de vida, contra a AIDS. Surtava de depressão, dias antes de morrer, em seu apartamento, e os sons do piano que os vizinhos se acostumaram a ouvir, a cada dia iam ficando mais raros. Morreu sozinho, soropositivo, depressivo. E afirmava para a mãe, nos últimos meses, que aquele não era o seu mundo. E escreveu na mesinha de cabeceira de seu quarto antes de deitar e dormir pra sempre: "o pra sempre, sempre acaba".

Agenor de Miranda Araújo Neto (ou simplesmente Cazuza), veio da ala burguesa do Rio de Janeiro para aparecer para o Brasil como o exagerado, o menino que andava alcoolizado pelo meio fio, que fumava, que se drogava, que se relacionava com homens, com mulheres. Que amava a mãe. Que amava a vida. Que ouvia a MPB pelo pai e fazia rock por si. Cazuza morreu ao lado dos pais, às sete da manhã, soropositivo, com o vício das drogas na história de vida, sem nunca ter casado, com muitos casos.

Renato Russo teve medo de falar que sofria de AIDS, Freddie Mercury falou um dia antes de morrer. Cazuza deu a cara à tapa. E esse medo se deve ao fato de que a doença, na época, era associada a algo semelhante à lepra, ou a qualquer coisa que pode contagiar pelo ar. Os corpos eram velados em caixões lacrados. Muitos morreram negando ser soropositivos, e justificavam tudo como câncer.

E, mesmo na sociedade "sem preconceitos" do século XXI, ainda há um medo sem precedentes das pessoas que sofrem de AIDS. É como se o grupo passasse então a ser a escória da sociedade, a qual deveria ser mantida isolada e privada de entrar em contato com o resto do mundo.

E pensar que, dentre todas as pessoas que de certa forma marcaram seu período, há muitos mais que extrapolaram em uma vida de excessos, imediatista, ou simplesmente sucumbiram à AIDS. Renato Russo afirmou em uma de suas muitas composições que "os bons morrem jovens". Parece-me que no caso de grandes ídolos, morrem jovens, sozinhos e, apesar de arrastar multidões, influenciar pensamentos, criar ideologias, se mostram tão ou até mais frágeis do que as pessoas que os têm como ídolos. E fiquei me perguntando se os vícios e tudo o que aconteceu foi causa ou consequência da mentalidade poética de cada um. Se toda vez que surgir alguém excepcional para a música, este estará encaminhado para uma vida de drogas ou simplesmente a falta de ser amado. Espero que não.

Até mais...
Também escrevo no Diário dos Astronautas.