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Evening
julho 17, 2012 01:10
Postado por Unknown
Quando já estiver no fim, que arrependimentos você terá? Quais erros marcarão sua existência de forma permanente, e lhe farão desejar poder voltar no tempo para consertá-los? Evening – Ao Entardecer, no título nacional - fala dos amores que foram deixados para trás, das escolhas que são movidas pelo que é convencional, dos medos particulares e, principalmente, da sensação que sempre temos, de estar tomando a decisão errada. Um filme extraordinário, que trata da vida como um espetáculo único e belo até o final.
Hélio Ziskind
abril 06, 2012 15:18
Postado por Unknown
Um dos maiores letristas e ritmistas de músicas infantis do país, criou várias das canções que abriam as programações da TV Cultura na década de 90 e construiu um conceituado e premiado acervo de trabalhos e projetos musicais. Esse é Hélio Ziskind, o artista que reinventou a noção de música e educação para crianças.
Sexo, drogas e a Geração Coca-cola
março 09, 2012 00:25
Postado por Unknown
Na década de noventa, a história da liberalização sexual era simplesmente o assunto mais debatido em qualquer mesa redonda aqui no Brasil. Não era só a liberdade feminina que estava em questão agora, mas a liberdade dos homossexuais. Na música, na política e, principalmente, na mídia. A AIDS foi estampada na cara da população, o uso da camisinha era divulgado por figuras influentes espalhadas pelo país. Inclusive por Renato Manfredini Junior, ou simplesmente Renato Russo. O líder da Legião Urbana abraçou a causa gay, defendeu a liberdade de expressão, falou e lutou contra as drogas e incentivou o uso de preservativos, principalmente após receber o diagnóstico de soropositivo.
Eu sou o mensageiro
março 05, 2012 00:48
Postado por Unknown
A menina que roubava livros é mais um daqueles livros que guarda uma surpresa em cada página. Vendido em diversos países, traduzido para vários idiomas, o livro é um best-seller, aclamado pela crítica e pelos leitores... Espera... O título do texto não bate com as informações, né? Então, vamos começar de novo.Markus Zusak, autor de A menina que roubava livros, escreveu, antes de todo o sucesso e reconhecimento, um livro chamado Eu sou o mensageiro - The messenger, na capa original. E, se eu tivesse que definir Eu sou o mensageiro em poucas palavras, eu diria que o livro é fascinante, empolgante e, além de tudo, muito especial.Lista curta do Doug
janeiro 18, 2012 12:21
Postado por Unknown

Estou há algum tempo tentando imaginar coisas interessantes para por aqui. Algumas semanas. Não consegui pensar em absolutamente nada! Meu Deus, homem, o que há? Passou um ano desacordado, foi? Não tem nada para contar, não? Eu tenho. Mas não conseguia sintetizar algo em particular. Então, resolvi fazer de um jeito diferente e não sei bem se vocês vão gostar. Resolvi fazer uma pequena - minúscula - lista de coisas que acho legais e que marcaram algum período recente, o que elas me passam e tudo mais. Espero sinceramente que gostem.
Um pouco de Educação
agosto 16, 2011 15:00
Postado por Unknown
As novelas educam? Conscientizam? Ou são o perfeito mecanismo de alienação da população? E a TV, em geral?
Se por uma frente há o grupo que defende que telenovelas não privam a população de bobagem e de conteúdos que simplesmente ignoram - e, convenhamos, mais do que abusam - as regrinhas básicas da ética social, da adequação dos conteúdos à idade teórica do público que está assistindo, há um grupo opinativo que abomina as pesadas críticas feitas aos conteúdos televisivos.
Jesse Thomas
julho 08, 2011 13:14
Postado por Unknown
Não pretendo relatar referências, mas sensações. Falarei um pouco do que achei de Jesse Thomas, uma garota ruiva que se apresenta em barezinhos nos Estados Unidos, com a velha arte do voz-violão. Infelizmente não sou bom em fornecer informações precisas, então proponho que você tente ter as mesmas sensações que tive, daí entenderá bem sobre o que estou falando. Caso contrário, o texto será, uma pena, inútil.
A burocratização do português
julho 03, 2011 04:33
Postado por Unknown

Por que tanta regra? Porque tem muita gramática! Quando vamos descobrir o porquê disso tudo? Nunca vamos descobrir isso, por quê?
O Menino e seu Tigre
maio 31, 2011 13:55
Postado por Unknown
Quem se prestaria a crer que um estudante de publicidade extremamente odioso do curso e fã de quadrinhos confeccionaria para o mundo uma das tirinhas de mais sucesso de todos os tempos?
Pois foi o que aconteceu.
Criado na década de 80 e publicado em mais de dois mil jornais pelo mundo todo até a metade da década seguinte (1995), Calvin, um garoto de seis anos extremamente astuto, descobre um pouco daquele mundo que muitos de nós deixamos de visitar quando a infância termina: a imaginação.
Nunca foi especificado, mas acho que é exatamente isso que Calvin e Hobbes representam: a importância de amizades reais e de nada mais do que uma visão de mundo que foge ao comum, e de nunca deixar de sonhar em ser astronauta, ou rei de algum reino longínquo.
Sabe aquelas coisas de amizade verdadeira que todo mundo fala? O que você acha que existe entre um garoto e seu tigre de pelúcia? Juntos descobrem que as meninas são feitas de doces e perfumes, e coisas macias e doces, enquanto que garotos são feitos de rãs e caracóis. E tigres? Bom, de acordo com o Hobbes, tigres são feitos de insetos alados e, sobretudo de moleques mastigados. Juntos voam num tapete, e juntos descobrem que tigres são os melhores amigos que um menino de seis anos hiperativo poderia ter. E descobrem que garotas gostam de animais de pelúcia com calções de banho.
Eu acho que não tenho muito mais a dizer sobre Calvin e Hobbes; o nosso Hobbes (o tigre da Normandia aí em cima, que rosna quando sente fome e é conhecido por assustar donas de casa), não pôde me ajudar a escrever o artigo, porque encucou que tigres com curso superior têm mais chance de ingressar no mercado de trabalho. Então, sem mais delongas, é só isso mesmo.

Espero que tenham gostado. =]
Até mais...
Okkervil River?
maio 08, 2011 18:24
Postado por Unknown
Não, eles não são bonitos.
Nem ricos. Na verdade, nem fazem tanto sucesso assim.
Bom, é que eles ainda não têm nenhuma música que toque em rádios nacionais.

Tive que dar essas três negativas quando me perguntaram o que era isso de Okkervil River. Bom, então tá. Okkervil River é uma banda de indie rock de Austin, Estados Unidos, fundada em 1998. Sabe quando você acorda e fica meia hora se olhando no espelho, tentando decidir se toda aquela demora de reação é tristeza ou só você tentando acordar mesmo? E parece que vai ser aquele tipo de dia que você sai de casa nem tão arrumado assim, nem tão satisfeito, e nem mesmo sabe se está feliz. Pois é, se esses dias tivessem uma música de fundo, esta seria tocada pelo Okkervil River. Não que eles sejam depressivos. Mas faltam sorrisos. É como se as músicas fizessem parte de um dia marrom, desses que você passa com os olhos inchados por cachorros, mendigos, panfletos de promoções espalhados pelo chão. E ouvindo Okkervil River, uma bandinha nada demais. Daquelas que usam banjos, gaitas, acordeões, teclados e TVs na cabeça. Andei me identificando bastante com esse tipo de som ultimamente, porque longe de casa quase todos os meus dias ficaram meio marrons mesmo.

Então prepare-se para fechar um pouco os olhos com Plus ones e sentir vontade de sair correndo e gritando com Unless It's Kicks, porque acho que Okkervil é isso mesmo. É mais para ouvir sozinho, justamente naqueles dias meio estranhos, que não são cinza, mas ainda falta sol. É pra ouvir enquanto toma café naquela caneca que você ganhou dos seus amigos no natal. É pra ouvir enquanto pega um ônibus cheio de pessoas sérias, e o cobrador nem quer olhar pra você. É pra ouvir enquanto conta os carros que passam.
Unless It's Kicks Plus ones
Lost Coastlines
Espero que tenham gostado. O Doug. =]
Espero que tenham gostado,até mais..
Espero que tenham gostado,até mais..
Espero que tenham gostado,até mais..
Espero que tenham gostado,até mais..i
Espero que tenham gostado,
até mais..
Espero que tenham gostado,
até mais..
Espero que tenham gostado,
até mais..
Espero que tenham gostado,
até mais..
iO diário de Anne Frank
abril 25, 2011 14:11
Postado por Unknown
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| "Espero poder contar tudo a você,como nunca pude contar a ninguém,e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda." Anne Frank |
Anne Maria Frank. Judia. Alemã.
Hitler e suas tropas tomavam país após país. Invadiam casa após casa. Destruíam vida após vida. Família após família. Anne, os pais e a irmã tiveram que se esconder numa espécie de armazém, na Holanda. Portas falsas. Fechadas. E ouvia os aviões passarem sobre suas cabeças. E ouvia as explosões tarde da noite. Perdia o sono.
“Nunca, nunca abra as janelas.” "O diário de Anne Frank" é considerado um dos livros mais importantes do século XX. O horror nazista, o terror da guerra, tudo contado em primeira pessoa por uma garota de treze anos. Por dois anos, Anne relata a convivência em esconderijo, não só com sua família, mas com outra, com a qual eram obrigados a dividir o aposento. Acho que nunca vi nada tão sincero nem tão possível de se apaixonar. Não é só um livro. São segredinhos jovens, coisas que os adultos tentam desesperadamente fazer e entender, como se nunca tivessem tido menos de trinta anos um dia. Ou, talvez, simplesmente tenham esquecido.
Desde as desavenças com a mãe, as decepções com o pai, o questionamento sobre porque garotas têm que gostar de garotos e vice-versa, o descobrimento do que é sair da infância e ingressar na adolescência, o livro tem tudo o que um livro precisa para ser perfeito. Não li só uma vez. Li uma, duas, três. E não cansei. E não me enchi de descobrir novos segredos a cada página. A história é sincera. E tem aquelas migrações repentinas de humor com a qual nós, jovens, já nos acostumamos. Ela odeia o pai. Mas ela o ama.
Sempre fui fascinado por relatos de guerra. E confesso que ainda não encontrei um melhor do que este. Nada tão belo. Nada tão simples. Nada tão sutil. Nada tão triste. Nada tão digno de ser sempre lembrado. E tudo é real. O fim é real. Mas não há nada assim tão mágico. E gostaria de fazer uma pequena observação aqui...


“Não há nada mais horrível do que uma guerra. Nem mais inútil. Se você não consegue imaginar como foi, lembre-se das crianças. Sem pai. Sem mãe. Sem nada. Chorando sozinhas numa rua destruída. Esperando por uma salvação que talvez nunca chegasse. E choravam. E não entendiam. Não há o que entender. Simplesmente não há.”
Notícias
março 21, 2011 20:06
Postado por Unknown
Desastre no Japão. Terremoto no Japão. Mortos no Japão. Emoção no Japão. Reatores nucleares no Japão. Placas tectônicas no Japão. O que é o Japão? O Japão e eu na Cabana.
O guia do mochileiro das galáxias
março 14, 2011 18:12
Postado por Unknown

Que tal acordar ressacado numa bela manhã nublada e encontrar um trator em frente a sua casa, pronto pra por tudo abaixo?
E que tal você descobrir que aquele seu amigo estranho e engraçado, de nome estranho e engraçado (o Ford Prefect, o nome de uma marca de carro!), na verdade veio de um lugar chamado Betelgeuse? E mais, se você descobre que esse lugar não fica na Terra?
Você conseguiu encarar com naturalidade as perguntas? Então, das duas, apenas uma: ou você é tão de outro mundo quanto o Ford, ou você já foi apresentado à trilogia que já chega ao sexto livro, "O guia do mochileiro das galáxias"... =]
Criado no fim da década de 70, primeiro como um programa de rádio matinal na Inglaterra, depois como uma série de livros de ficção científica que fogem mais da realidade do que a própria fantasia, O guia do mochileiro das galáxias carrega uma legião de fãs assíduos desde que foi apresentado ao mundo. Deixe-me contar um pouco a amplitude das coisas aqui.
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Douglas Noel Adams (se autodenominava o DNA da ficção científica) criou quase que por mitose um verdadeiro mundo nas páginas d'O guia. Teorias conspiratórias, restaurantes no fim do universo, guerras planetárias, viagens descontroladas pelo espaço-tempo, geradores de probabilidade infinita (para se familiarizar melhor com o termo, leia a série), robôs maníacos depressivos. A saga é uma verdadeira sátira gigante sobre a existência e as infindáveis conseqüências desta.
VOCÊ SABIA QUE NINGUÉM EXISTE?
“Sabe-se que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há um espaço infinito para que os haja. Todavia, nem todos são habitados. Assim, deve haver um número finito de mundos habitados. Qualquer número finito dividido pelo infinito é tão perto de zero que não faz diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considerada igual a zero. Daí segue que a população de todo o Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada.” (Douglas Adams, O restaurante no fim do universo. Abra o livro mais ou menos pelo meio. Aliás, largue de preguiça e leia-o todo logo)


Os personagens, cada um com suas excentricidades mal definidas, conseguem conquistar e fazer rir por simples situações dificultosas em que são colocados. Marvin, o robô maníaco depressivo mais querido da história, tem problemas pessoais com o resto do universo. A PHG (personalidade humana genuína) e a inteligência 50 mil vezes maior do que a de um humano normal permitem que Marvin divague sobre o quão medíocre é a existência (a vida, os seres vivos e, pra falar a verdade, não há nada que seja de seu gosto) enquanto viaja junto com Ford Prefect, Arthur Dent (o anti-herói), Trillian Mcmillian e Zaphod Beeblebrox (ex-presidente da Galáxia, um figurão de duas cabeças totalmente vazias que acabou de roubar a nave Coração de Ouro, e está dando um passeio pelo universo).
"Vida? Não me falem de vida.”
“A Vida. Pode-se odiá-la ou ignorá-la, mas nunca gostar dela!”
“Gozado, justamente quando você pensa que a vida não pode ser pior, de repente ela piora ainda mais."(A existência contagiante do robô é homenageada em ‘The android paranoid’, do Radiohead.)
A série conta com 5 livros:

Até mais... =]
O guia do mochileiro das galáxias;
O restaurante no fim do universo;
A vida, o universo e tudo mais;
Até mais e obrigado pelos peixes;
Praticamente inofensiva (este é mais uma história à parte, com os mesmo personagens).
O primeiro livro da série traz impresso na capa, em letras garrafais: "Não entre em pânico!", e como base da história temos a resposta para todas as perguntas não respondidas da existência do indivíduo (perguntas sobre a vida, o universo e tudo mais).
"O guia do mochileiro das galáxias não é um livro da Terra, jamais foi publicado na Terra e nenhum terráqueo jamais ouviu falar dele até o dia em que ocorreu a grande catástrofe. Apesar disso, é um livro realmente extraordinário. Na verdade, foi provavelmente o mais extraordinário dos livros publicados pelas grandes editoras de Ursa Menor - editoras das quais nenhum terráqueo jamais ouvira falar, também. O livro é não apenas uma obra extraordinária como também um tremendo best-seller - mais popular que a Enciclopédia Celestial do Lar, mais vendido que Mais Cinquenta e três Coisa Para Fazer em Gravidade Zero, e mais polêmico que a colossal triologia filosófica de Oolon Colluphid, Onde Deus Errou, Mais Alguns Erros de Deus e Quem É Esse Tal de Deus Afinal?"

Particularmente sou um grande fã do guia, e já reli mais de uma vez todos os livros. E acredito que se você também resolver dar uma olhadinha na genialidade de Adams, não irá se arrepender; pelo contrário, também passará boas horas rindo e refletindo sobre a filosofia de cada livro. Porque, acredite, eles têm. E, quem sabe, daqui a algum tempo você também esteja, como milhares de pessoas ao redor do globo, comemorando o dia da toalha (25 de maio), uma homenagem à genialidade do autor.
Até mais... =]
O mal do século
março 05, 2011 13:03
Postado por Unknown
Como um fato em comum, como uma mesma história escrita várias vezes, com personagens diferentes e contextos diferentes. Mas o fim é sempre o mesmo. Grandes ídolos nacionais e internacionais de alguma forma são pessoas normais. Comuns. Frágeis. Frágeis ao ponto de sucumbir.
Farokh Bulsara (Freddie Mercury) já dizia dias antes de morrer que ia, mas com um grande pesar, pois nenhum dinheiro do mundo compraria o grande amor que ele gostaria de ter tido, mas nunca teve. E morria pouco a pouco numa mansão no centro de Londres, com uma fortuna que ultrapassava os 50 milhões de dólares, como uma personalidade que arrastava multidões, como um ídolo que cantava a liberdade gay. Como um homem deprimido, que ainda chorava no colo da mãe, e dizia que sentia falta de amar e de ser amado. Soropositivo.
Renato Manfredini Junior (Renato Russo), descendente de italianos, vocalista da Legião Urbana, uma das mentalidades jovens mais influentes da década de 90 no Brasil. Abraçou a bandeira gay sem medo. Migrava entre a depressão e a revolta, lutava contra as drogas e, nos últimos seis anos de vida, contra a AIDS. Surtava de depressão, dias antes de morrer, em seu apartamento, e os sons do piano que os vizinhos se acostumaram a ouvir, a cada dia iam ficando mais raros. Morreu sozinho, soropositivo, depressivo. E afirmava para a mãe, nos últimos meses, que aquele não era o seu mundo. E escreveu na mesinha de cabeceira de seu quarto antes de deitar e dormir pra sempre: "o pra sempre, sempre acaba".
Agenor de Miranda Araújo Neto (ou simplesmente Cazuza), veio da ala burguesa do Rio de Janeiro para aparecer para o Brasil como o exagerado, o menino que andava alcoolizado pelo meio fio, que fumava, que se drogava, que se relacionava com homens, com mulheres. Que amava a mãe. Que amava a vida. Que ouvia a MPB pelo pai e fazia rock por si. Cazuza morreu ao lado dos pais, às sete da manhã, soropositivo, com o vício das drogas na história de vida, sem nunca ter casado, com muitos casos.
Renato Russo teve medo de falar que sofria de AIDS, Freddie Mercury falou um dia antes de morrer. Cazuza deu a cara à tapa. E esse medo se deve ao fato de que a doença, na época, era associada a algo semelhante à lepra, ou a qualquer coisa que pode contagiar pelo ar. Os corpos eram velados em caixões lacrados. Muitos morreram negando ser soropositivos, e justificavam tudo como câncer.
E, mesmo na sociedade "sem preconceitos" do século XXI, ainda há um medo sem precedentes das pessoas que sofrem de AIDS. É como se o grupo passasse então a ser a escória da sociedade, a qual deveria ser mantida isolada e privada de entrar em contato com o resto do mundo.
E pensar que, dentre todas as pessoas que de certa forma marcaram seu período, há muitos mais que extrapolaram em uma vida de excessos, imediatista, ou simplesmente sucumbiram à AIDS. Renato Russo afirmou em uma de suas muitas composições que "os bons morrem jovens". Parece-me que no caso de grandes ídolos, morrem jovens, sozinhos e, apesar de arrastar multidões, influenciar pensamentos, criar ideologias, se mostram tão ou até mais frágeis do que as pessoas que os têm como ídolos. E fiquei me perguntando se os vícios e tudo o que aconteceu foi causa ou consequência da mentalidade poética de cada um. Se toda vez que surgir alguém excepcional para a música, este estará encaminhado para uma vida de drogas ou simplesmente a falta de ser amado. Espero que não.
Sobre o assim folk
fevereiro 12, 2011 04:06
Postado por Unknown
“Pelas barbas de Merlin, o que é isso?!”. O então Sr Zimmerman entrara no quarto e descobrira naquele instante que seu filho de quinze anos aprendera a tocar piano e guitarra sozinho. O que não sabia era que afinal estava de frente com um dos maiores ícones da musica folk de todos os tempos.
Robert Allen Zimmerman, Bob Dylan, nascera no Minnesota, Estados Unidos, e sem muita idade dentro das calças já tocava em bares norte-americanos. Letras de protesto sobre a guerra do Vietnã e críticas contra o racismo e direitos civis consagraram o cantor em um inicio de carreira. ‘Blowin’ in the Wind’ tornar-se-ia tempos depois no símbolo dos direitos civis de cada individuo que decidisse requerer direitos sobre o estado.
"Forever Young" marcou um período de letras voltadas para o estado pessoal de espírito, em um momento introspectivo e preso a desalentos amorosos. Versos sobre bêbados errantes pelas ruas e sobre liberdade pessoal também ficavam cravadas nas composições desse período de abandono do folk tradicional e das letras com criticas sociais. Já estávamos nos anos 70, e os críticos musicais não receberam de forma convidativa as novas canções que Dylan expunha.
Já no século XXI Bob Dylan seria reconhecido como um dos maiores artistas de todos os tempos, ficando atrás apenas dos Beatles, e consagraria a musica ‘folk’ desinibida que criara para o resto do mundo.
Neto de judeus imigrantes vindos da Rússia, dos quais Bob Dylan pode ter herdado certo apreço por política e letras de cunho social que usara no inicio da carreira em bares americanos, quando surpreendia maridos aventureiros e bêbados de plantão que acampavam nos bares imundos da cidade.Quem não ficaria aturdido, depois de mais um gole e mais um trago notar um rapazinho dos cabelos assanhados que acabara de sair das fraldas e que já mostrava um grande potencial para letras fortes e músicas de impressionante qualidade sonora?
Ficaria então subentendido que sucesso provém de originalidade, e esta por sua vez da coragem que o jovem Dylan criara para sair de casa e se embrenhar pelas ruas do Minnesota em busca de um novo mundo. 'Like a Rolling Stone' foi eleita em 1997 a melhor música de todos os tempos, barrando sucessos incontestáveis que tenho certeza que te farão reclamar e exclamar como um folk daqueles pode ser considerado melhor que o créu, o rebolation e a invenção do brega.Paciência,nem tudo é perfeito.
Tenho um tio que foi assistir tempos atrás a um espetáculo dos Rolling Stones no Brasil. O show de abertura era do Bob Dylan e da Cássia Eller, e nas palavras do meu tio, ’o show de abertura fez muito mais sucesso do que aquele que eu tinha pagado pra assistir’.
Então, até mais...

















