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Across The Universe

Durante a década de 60, o mundo viveu várias transformações que marcaram muito mais que uma geração. Com as novas ideologias, aconteceram mudanças comportamentais que contrariavam os antigos valores. Houve movimentos a favor dos negros, homossexuais, entre outros.

Politicamente, tendo a Guerra Fria como pano de fundo, aconteceram vários conflitos, e um dos mais famosos foi a Guerra do Vietnã, na qual houve grande mobilização das pessoas que lutaram pelo seu fim. O movimento da contracultura ganhou vários adeptos com o seu lema ‘paz e amor’. E uma banda esteve presente durante toda essa década, The Beatles.

I'm Here


ordinary is no place to be

De uma maneira bem simples e poética, I’m Here nos apresenta a história do Sheldon e da Francesca. Ele é gentil e solitário. Ela é divertida e agitada. O que há em comum entre os dois? São robôs. Duas invenções humanas que, ao se conhecerem, inevitavelmente se apaixonam.


Com o slogan “uma história de amor em um mundo absolut”, I’m Here é um curta-metragem escrito e dirigido por Spike Jonze – o mesmo diretor de Onde vivem os monstros – feito em colaboração com a Absolut Vodka.

Feliz Ano Velho

“Não tinha o mínimo de sentido. As lágrimas rolaram, chorei sozinho, ninguém poderia imaginar o que eu estava passando.”



Um jovem, aos vinte e poucos anos, junto com um grupo de amigos, todos vivendo aquele bom e agradável espírito natalino, decide (meio bêbado) dar um mergulho em um lago, que possuía apenas meio metro de profundidade. Um mergulho que transformou completamente a sua vida.

O Clube do Imperador e O Sorriso de Mona Lisa


Alguns dias atrás, eu presenciei uma amizade linda e muito divertida. Por esta razão, (e também por gostar muito do ‘gênero: drama’) decidi compartilhar com vocês dois filmes que, de certa forma, mostram o que todos nós, de modos diferentes, já vivemos.


Precisamos Falar Sobre o Kevin

Faltando apenas três dias para completar 16 anos de idade, Kevin Khatchadourian realiza um massacre escolar matando nove pessoas. É com a história desse personagem maquiavélico que a autora Lionel Shriver escreveu o célebre Precisamos Falar Sobre o Kevin. Um livro surpreendente, atraente e perturbador.

No decorrer das 464 páginas, esse romance ficcionista da editora Intrínseca se desenrola em um estilo epistolar através de cartas escritas por Eva, mãe do assassino, direcionadas ao seu ausente marido Franklin. É dessa maneira que Eva revive a trajetória do seu filho, desde a pré-gravidez até ele formar 18 anos, tentando entender através das lembranças o que levou Kevin, no dia 8 de Abril de 1999, quinta-feira, a ter cometido uma chacina. 

Ensaio sobre a cegueira


"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."  - José Saramago

É com esse depoimento acima que eu quero apresentar a vocês um dos meus livros favoritos. *-*  E para quem ainda não leu, por favor, não se assuste.  =)

Into the Wild



Na Natureza Selvagem, como é conhecido no Brasil, é um filme que relata a vida de Chris McCandless, um jovem de vinte e poucos anos, que na década de 90, após concluir a universidade, rejeita um carro novo como presente, doa o seu dinheiro e abandona tudo, tudo mesmo, para poder viver a sua maior aventura, ir para o Alasca. Fato: uma história verídica.

World Press Photo

Julian Assange, criador do WikiLeaks. Fotografia de Seamus Murphy.
Desde 1955, o WPP foi promovido por uma organização holandesa, independente e sem fins lucrativos, para mostrar ao mundo o fotojornalismo. Uma competição internacional que acontece anualmente e reúne fotógrafos de várias nacionalidades. A informação, nesse momento, se transforma em arte e vice-versa.

Muito mais do que uma exposição, o World Press Photo retrata a realidade, momentos históricos, particularidades e sentimentos. Tudo em flashes incríveis.

Pequena Abelha

"Todos nós estamos tentando ser livres neste mundo."

Apesar da propaganda "não queremos lhe contar o que acontece neste livro", o que me fez querer ler Pequena Abelha foi o fato de um homem, chamado Chris Cleave, ter escrito um livro com mentalidade de duas mulheres totalmente diferentes. Uma leitura que valeu a pena (e esse texto).


"Vocês vivem num mundo de máquinas e sonham com o que tem carne e osso. Nós sonhamos com máquinas porque vemos o que os que têm carne e osso fazem conosco."

No livro tudo acontece devido ao encontro de duas realidades que vão se entrelaçar, nos mostrando diversos valores. Os assuntos contidos nele são atuais, sendo que, para a maioria das pessoas, já são considerados “normais”. É profundamente explorado o psicológico das duas personagens principais, o que ocasiona uma leitura cuidadosa, não pela escrita ser difícil, mas pela delicadeza das palavras.

No decorrer das 270 páginas, o autor mostra o poder da escolha, afinal, esse é o único poder que todos nós, sem exceção, possuímos. A culpa é um sentimento muito presente, a culpa por ter feito ou não a escolha certa. Há também a predominância da tristeza, sendo uma consequência de tudo isso junto. Mesmo assim, no livro todo há sempre aquele toque de esperança.



"... todos tínhamos identidades que relutávamos em abandonar. Meu filho tinha sua fantasia de Batman, eu ainda usava o sobrenome de meu marido e Pequena Abelha, a nossa Abelhinha, (...) ainda se agarrava ao nome que adotara numa época de terror. Éramos exilados da realidade (...). Éramos refugiados de nós mesmos."


Sim, realmente é uma história muito triste, mas, por favor, não se assustem, ela é contada de uma forma tão bela que você acaba vendo-a com outros olhos, às vezes até com lágrimas, se você for aquela pessoa muito sensível.


Uma leitura que nem todos possuem paciência para ler (confesso que esperava mais do final), porém quem já leu ou irá ler, com certeza, sente aquela vontade de ligar a sua TV e ouvir: Olá, estas são as notícias da BBC, hoje vai nevar sorvete do céu.

*-*

P.S.¹: Não falei da história em si com o intuito de não prejudicar a leitura de quem ainda não leu.
P.S.²: O capítulo sete é o meu favorito.    =)

O Dia do Curinga


Destino, filosofia, tempo, humanidade, segredo e amor.
Esses são alguns dos assuntos abordados neste livro.
Oito anos após ter sido abandonado pela mãe, um garoto chamado Hans Thomas, junto com o seu pai, realiza uma viagem pela Europa com o intuito de reencontrá-la. É nesse cenário onde todo o encanto ocorre.

Vivemos nossas vidas num incrível mundo de aventuras, pensei. Apesar disso, a grande maioria das pessoas considera tudo isso "normal".

Livro: O Dia do Curinga
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 384

Uma das coisas que apreciei quando li o livro foi o fato dele não relatar apenas uma história, há toda uma volta no tempo. Passamos pelo período de guerra, por uma ilha mágica (onde tudo começa), vamos conhecendo caminhos da terra e do mar, sem mencionar os relatos feitos pelo pai do garoto (um filósofo) sobre a Grécia e a Europa.

Mesmo tendo todo esse percurso, as histórias são todas sincronizadas. Confesso que ao longo do livro fiquei um pouco confusa, mas tudo se resolve. A emoção, de fato, começa quando o garoto encontra um livrinho do tamanho de uma caixa de fósforo dentro de um pão doce, que só consegue lê-lo com uma lupa que recebeu de um anão. O nome do livrinho é : A Bebida Púrpura e a Ilha Mágica. No decorrer de sua viagem vamos acompanhando o Hans lendo o livro, ficamos, assim como ele, curiosos para saber o que vai acontecer e ficamos loucos tentando desvendar os mistérios. Vivenciamos, ao mesmo tempo, vários acontecimentos incríveis.
Enquanto somos crianças, ainda possuímos a capacidade de experimentar intensamente o mundo à nossa volta. Com o passar do tempo, porém, acabamos por nos acostumar com o mundo. Ser criança e se tornar um adulto, pensei, é como embebedar-se de sensações, de experiências sensoriais.

Outro personagem muito importante é o Curinga, claro. Nele são refletidas as exceções da vida. Toda vez que eu lia algo sobre esse personagem, geralmente era ele o malvado e nos jogos, o descartado. Mas, ao ler esse livro, obtive uma visão totalmente diferente. Ficamos até com vontade de ser um. De não pertencer a nada (aos naipes no caso), ser o único, ser diferente, viver com outros pensamentos, só fingir que é bobo...

... a capacidade do homem de se surpreender com a vida jamais terminaria. Está certo que essa capacidade era um dom raro; em compensação, ela jamais se extinguiria por completo. Continuaria aparecendo aqui e acolá, enquanto houvesse uma história e uma humanidade que abrigassem os curingas e suas peripécias. A velha Atenas teve Sócrates; Arendal tinha meu pai e eu, se é que posso dizer isso. E na certa também houve, há e haverá curingas em outros lugares e em outros tempos, mesmo que nós não sejamos tantos assim.
Nos dois livros que vamos acompanhando, tudo se mistura. Felicidade, tristeza, surpresas, decepções, acabamos sentido um pouco do sabor da bebida púrpura (aliás, ela tem sabor de tudo), começamos a ler de trás pra frente (anerol), nossos olhos brilham por causa dos peixinhos coloridos e sentimos também a sensação da dúvida.

... maior do que tudo é o amor. E o tempo nem de longe consegue apagá-lo com a mesma rapidez com que apaga as lembranças...


Esse é, sem dúvidas, um dos melhores livros que já li. Quem já leu pode concordar comigo (ou não). E para quem ainda não leu, quem sabe ele não é o seu livrinho dentro do pão esperando ser encontrado? 

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Desastre no Japão. Terremoto no Japão. Mortos no Japão. Emoção no Japão. Reatores nucleares no Japão. Placas tectônicas no Japão. O que é o Japão? O Japão e eu na Cabana.