Bon Iver, do francês “bon hiver” (bom inverno), é uma banda de folk, encabeçada por Justin Vernon e com mais três membros, que em 2007, lançava no melhor estilo independente, seu primeiro disco, gravado por Vernon, isolado na floresta, em meio a uma crise amorosa, um rompimento com a antiga banda e uma doença no fígado.

For Emma, forever ago, disco de estreia de Justin Vernon, é resultado de meses de puro isolamento numa cabana perdida em uma floresta de Winsconsin, no início do inverno daquele ano. For Emma, que não foi planejado, surgiu como um desabafo de todas as mágoas, saudade e culpa dos últimos anos da vida de Vernon. Criava-se um grande artista, com um CD marcado pelo peso emocional, vozes duplicadas e um falsete característico. Gravado independente, a primeira versão do disco circulou e depois de descoberta foi relançada. Flume, primeira faixa do álbum (e minha preferida), Skinny Love e Re: stacks são indescritíveis.

Esse ano, Bon Iver retornou com um disco com o mesmo nome da banda e que chega a ser tão bom quanto For Emma, forever ago. Descrito como ambicioso, Bon Iver, tem músicas como Perth, Holocene, Minnesota,WI e Calgary que são cativantes logo na primeira vez que se escuta. A maioria das faixas possui elementos diversos do folk, do indie e até da música eletrônica. Entre pontos altos e baixos, onde só se ouve o bom e velho instrumento de corda seguido do fabuloso falsete de Justin Vernon, as músicas desenrolam-se suaves.

Deste álbum eu destacaria, Perth, com o que parece ser uma banda marcial, a sutil Wash e ainda a delicada e solitária Holocene que fica ainda mais bonita com seu vídeo, lançado recentemente, cheio de paisagens da Islândia que você só via em wallpaper do Windows.


Descobri Bon Iver por ser semelhante a outros artistas que eu já ouvia, como Fleet Foxes, Iron & Wine e até The Tallest Man on Earth, mas, sem dúvida alguma, da minha parte, Bon Iver se destaca. As vozes quase fantasmagóricas por trás das músicas, a sutileza de algumas melodias e a intensidade das emoções que os discos passam, formam obras agradáveis de se ouvir. Justin Vernon tende a ser muito subjetivo nas letras e complicado nos vídeos (vide Calgary), todo sentimento está lá, você só precisa decifrar. Ouça Bon Iver, e ouça de olhos fechados.  :)